Um estudo da Universidade Nova mostra que a taxa de esforço das famílias em Lisboa para pagar a renda da casa é de 67%, sendo que também em Cascais as famílias gastam mais de metade do orçamento para pagar a renda da casa.
Segundo o Público, que noticia o estudo, em 11 dois 18 concelhos que compõem a Área Metropolitana de Lisboa (AML) é ultrapassada a taxa de esforço máxima (35%) que é recomendada internacionalmente como limite máximo da taxa de esforço a que devem ser submetidas as famílias para pagarem a sua habitação.
Na AML, em média, arrendar uma casa leva 46% do rendimento. No caso da aquisição da casa própria a taxa de esforço é superada, de forma substancial, nos municípios de Oeiras (44%), Cascais (53%) e Lisboa (58%).
O estudo da Universidade Nova, que analisou os dados entre início de 2016 e o final de 2018, conclui que no município de Lisboa os gastos com arrendamento representam 67% dos rendimentos. Na análise às freguesias da capital, a taxa de esforço no arrendamento chega aos 99% no Parque das Nações. Já a taxa de esforço na aquisição de habitação é mais elevada em Santo António (91%).
Segundo os autores do estudo, citados pelo Público, o problema é grave e a tendência a manter-se pode ser estruturante, isto é, dar origem a configurações metropolitanas distintas, com uma fragmentação e segregação nas cidades que ficam impedidas de fazer a renovação geracional e de diversidade que lhe são fundamentais.

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