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Sanchéz considera "inevitável" subida de impostos em Espanha
O presidente do governo espanhol diz ser preciso avançar com uma subida de impostos nos escalões mais altos.
Pedro Sánchez considera "inevitável" uma reforma fiscal, com uma maior tributação nos escalões mais altos do IRPF (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Físicas, correspondente ao IRS em Portugal).
O chefe do governo espanhol anunciou ainda, numa entrevista ao La Sexta, citada pelo El País, que será também "inevitável" uma subida dos impostos sobre as grandes empresas (IRC).
O Governo espanhol realiza amanhã um conselho de ministros extraordinário – o ordinário seria na próxima terça-feira, 7 de julho – para debater estas medidas e também a injeção de fundos públicos (pelo Instituto de Crédito Oficial) nas empresas num total de 50.000 milhões de euros.
Esta foi a primeira entrevista de Sánchez desde o estado de emergência. O presidente do governo falou assim sobre as medidas pensadas para reforçar a receita e para destinar recursos às pessoas mais afetadas economicamente pela crise da covid-19.
Esta conversa aconteceu no dia em que o Executivo chegou a acordo com as entidades patronais e sindicatos para reforçar o emprego. Sánchez convocou para amanhã um ato com os líderes da CEOE e Cepyme, CC OO e UGT, para assinar um "pacto para a revitalização económica e para o emprego".
Quanto ao Fundo de Recuperação europeu, no valor de 750 mil milhões de euros, o presidente do governo disse que nos próximos dias estará com os seus homólogos de Portugal (já na próxima segunda-feira, dia 6), Suécia e Holanda, para transmitir a posição de Espanha.
Sánchez recordou que Espanha, nos termos do que está delineado, contribuirá para esse fundo com 9% - acima dos 6% com que contribuirá a Holanda, que é uma das mais críticas do programa e que faz parte do chamado grupo dos frugais (a par com a Áustria, Dinamarca e Suécia).