Os magistrados encarregados do processo de Tancos equacionaram a chamada do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, como testemunhas mas o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Albano Pinto, travou a sua chamada por considerar que estas "não revestiam relevância para as finalidades do inquérito".
Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República indicou que "na fase final do inquérito foi equacionada a pertinência da inquirição como testemunhas do Presidente da República e do Primeiro-Ministro".
Nesse contexto, Albano Pinto foi "inteirado pelos magistrados titulares do aludido inquérito sobre as razões que justificariam a realização de tais diligências, aferida à luz dos elementos de prova até então recolhidos".
No entanto, o diretor do DCIAP considerou que "tais inquirições não revestiam relevância para as finalidades do inquérito nem tão pouco se perfilavam como imprescindíveis para o apuramento dos crimes objeto de investigação, dos seus agentes e da sua responsabilidade" e, com "a data limite para o encerramento do inquérito" a aproximar-se, Albano Pinto compreendeu que "tais diligências não deveriam ter lugar" - o que "mereceu o anuência dos magistrados titulares".
No processo do furto e da encenação da recuperação das armas dos paióis de Tancos, o Ministério Público chamou 112 testemunhas a depor. Entre elas estão a antiga procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, António Martins Pereira, ex-chefe de gabinete de do antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes, o ex-chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Artur Monteiro e ainda Rovisco Duarte, na altura Chefe Estado Maior do Exército.

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