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Sócrates ataca passado para defender orçamento de resultados
"Que ironia amarga, ver agora a direita neste debate ser liderada pelos mesmíssimos responsáveis por aquele que foi, sem dúvida, um dos maiores fracassos governamentais da democracia portuguesa". Foi desta forma, que José Sócrates abriu o debate sobre o O
"Que ironia amarga, ver agora a direita neste debate ser liderada pelos mesmíssimos responsáveis por aquele que foi, sem dúvida, um dos maiores fracassos governamentais da democracia portuguesa". Foi desta forma, que José Sócrates abriu o debate sobre o Orçamento do Estados para 2008.
Bastaram sete minutos para José Sócrates falar do passado. Depois de defender que o Orçamento do Estados para 2008 se baseia "nos resultados", o primeiro-ministro lembrou "os sacrifícios inúteis impostos aos portugueses entre 2002 e 2004" – altura em que a coligação PSD/CDS esteve no poder.
"Mesmo com receitas extraordinárias, Portugal não saiu da situação de défice excessivo; e descontadas aquelas receitas o défice subiu bem acima dos 5%. Subiu a despesa pública, subiu a despesa primária, subiu a despesa corrente primária e, ao mesmo tempo, a economia sofreu uma recessão em 2003 e ficou à beira de uma segunda recessão no primeiro trimestre de 2005", lembrou José Sócrates perante o olhar atento do novo líder da bancada parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes, antigo primeiro ministro.